Oração & Missões / Morávios, Herrnhut, Zinzendorf

Em 1722, Zinzendorf comprou a fazenda Berthelsdorf de sua avó e colocou um pregador Pietista na igreja Luterana local. Naquele mesmo ano Zinzendorf entrou em contato com um pregador Morávio, Christian Davi, que convenceu o jovem conde dos sofrimentos dos protestantes perseguidos na Morávia. Estes Morávios conhecidos como os Unitas Fratrum eram os últimos dos seguidores de João Huss na Boêmia. Desde o século XVII, esses santos haviam sofrido nas mãos de sucessivos Monarcas Católicos repressivos. Zinzendorf lhes ofereceu asilo em suas terras. Christian Davi voltou para a Boêmia e trouxe muitos para se abrigar na propriedade de Zinzendorf, formando a comunidade de Herrnhut, a Vigília do Senhor. A comunidade cresceu rapidamente para aproximadamente 300 pessoas, e, devido às divisões e tensões na comunidade infantil, Zinzendorf desistiu de sua posição no tribunal e se tornou o líder da irmandade, instituindo uma nova constituição para a comunidade.
A Centenária Reunião de Oração e as Missões Subsequentes
Oração & Missões

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Uma nova espiritualidade agora caracterizou a comunidade, com homens e mulheres organizados e comprometidos em pequenos grupos ou corais para encorajar uns aos outros na vida com Deus. Agosto de 1727 é visto como o Pentecostes Moraviano. Zinzendorf disse que 13 de agosto foi “o dia do derramamento do Espírito Santo sobre a congregação, foi um Pentecostes.” Dentro de duas semanas do derramamento, vinte e quatro homens e vinte e quatro mulheres se aliançaram para orar “intercessões pela hora”, ou seja, orações a cada hora do dia. Eles se comprometeram para que o fogo possa arder continuamente sobre o altar e não se apagar (Lv 6:13). O número de pessoas da comunidade empenhadas neste esforço logo aumentou para cerca de setenta. Esta reunião de oração continuaria incessantemente por mais de cem anos, e é visto por muitos como o poder espiritual que influenciou o impacto que os Morávios fizeram no mundo.
Conde Zinzendorf

Conde Zinzendorf

A sala de oração em Herrnhut resultou em um zelo missionário que, por pouco, não foi ultrapassada na história da igreja. A centelha inicial surgiu do encontro de Zinzendorf na Dinamarca, com os esquimós, que haviam sido convertidos pelos luteranos. O conde retornou a Herrnhut e transmitiu sua paixão de ver o evangelho pregado entre as nações. Como resultado, muitas pessoas da comunidade saíram ao mundo para pregar o evangelho, alguns até mesmo se vendendo para a escravidão, a fim de cumprir a grande comissão. Este compromisso pode ser demonstrado por uma estatística simples. Normalmente, quando se trata de missões mundiais, a laicidade protestante para uma relação missionária tem sido 5.000 por 1. Porém, com os Morávios esta proporção aumentou muito para 60 por 1. Até 1776, uns 226 missionários foram enviados pela comunidade de Herrnhut. É evidente, através do ensinamento do pai das missões modernas, William Carey, que os Morávios tiveram um profundo impacto sobre ele com relação ao zelo pela atividade missionária. É também através da mentalidade missionária dos Morávios que João Wesley veio para a fé cristã. O impacto desta pequena comunidade na Saxônia, que se comprometeu a buscar a face do Senhor dia e noite, foi verdadeiramente imensurável.

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