O Homem Incandescente 2: As Dobradiças da História

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Incandescente:

  1. Branco, brilhante ou luminoso com calor intenso.
  2. De brancura surpreendente, radiante ou claro.
  3. Marcado pelo brilho, especialmente, de expressão.
  4. Caracterizado pelo zelo intenso: ardente.

Ele era a lâmpada que ardia e brilhava,

e vós quisestes alegrar-vos

por algum tempo com a sua luz.

João 5.35

A história da humanidade é uma sucessão de gerações transicionais. Essas junções cruciais, esses momentos únicos e sem precedentes do tempo, essas grandes e terríveis estações da história são como dobradiças, movimentadas pelas portas da redenção e do julgamento.

Desde a criação do cosmos até o exílio do Jardim; desde o chamado feito a Abraão até a exaltação de José; desde o dilúvio ao Êxodo; desde a seca nos dias de Elias até a deportação dos dias de Jeremias; e desde os dias de Ana, Simeão e João Batista até os dias de Pedro, Filipe e Paulo, olhamos para trás com admiração e temor no olhar quando vislumbramos a liderança única e extraordinária do Senhor em momentos cruciais da história. É nessas encruzilhadas que Ele estende seu santo braço forte para cumprir Seus planos e propósitos.

O MINISTÉRIO DO PRECURSOR

Como um precursor, Noé profetizou e preparou sua geração para a chuva; Moises, as pragas; Isaias, as invasões; Jeremias, as deportações. Os precursores são “vozes” que preparam “o caminho do Senhor” (Isaías 40.3-5). E são “mensageiros” (Mateus 11.10) que “preparam as pessoas” para que elas estejam preparadas “para o Senhor” (Lucas 1.17). Deus não faz nada “sem ter revelado seu segredo aos seus servos, os profetas” (Amós 3.6,7). Na verdade, é inegável que nunca houve uma geração transicional sem que Deus não tenha dado uma testemunha profética de antemão, com o fim de prepará-los. Os ministérios de homens como Samuel, Jonas e Ágabo declaram que Deus é indescritivelmente gentil e que considera uma injustiça agir de maneira inesperada, sem antes preparar aqueles a quem Ele tanto ama.

O ministério do precursor é um ministério de proclamação. Os precursores anunciam realidades iminentes antes que elas sejam manifestas. Noé anunciou o dilúvio. Moisés e Aarão anunciaram o êxodo. Elias anunciou a seca e a chuva. Jeremias, Joel e Isaías anunciaram a invasão, o exílio e a deportação. Zacarias, Ageu, Neemias e Esdras anunciaram o retorno e a restauração. Ana, Simeão e João Batista anunciaram a vinda do Senhor dos Judeus. E os apóstolos anunciaram o Evangelho do Reino às nações. Esses são todos os exemplos do ministério do precursor.

A SEGUNDA VINDA DE JESUS

Da mesma forma que Deus julgou necessário levantar tais mensageiros nas gerações dos antigos a fim de prepará-los para o que viria a acontecer nos seus dias, Deus julga necessário levantar esse mesmo ministério novamente ao fim dos tempos para preparar a Terra para o retorno de Seu Filho.

O Pai não enviou Seu Filho da primeira vez sem precursores em Israel, preparando o caminho. E não O enviará uma segunda vez sem precursores nas nações para preparar o caminho.

Enquanto o primeiro advento de Jesus foi, de longe, o evento mais substancial da história da humanidade, a maior parte da população não tinha ideia de que estava acontecendo. Em contraste, quanto Ele retornar, toda tribo, língua e nação saberá que o estará acontecendo. Testemunharão com seus próprios olhos; em todo o terror e esplendor daqueles dias sublimes e impressionantes. Dias virão em que os homens pedirão às montanhas que caiam sobre eles, para que se escondam da ira do Cordeiro (Apocalipse 6). Pode esperar: esses dias não virão sem que haja um testemunho de preparação.

Com uma magnitude inigualável do terror e da glória do Dia do Senhor em mente, nos certifiquemos, com ardente confiança, de que Deus irá separar os precursores para preparar as nações. Ainda mais: não hesitemos em dizer com igual confiança que a geração final dessa era presente irá testemunhar a emergência de um ministério do precursor como nenhuma outra geração na história, pela simples razão de que serão necessários. Creio que estamos no início desta geração, agora mesmo.

As “dores de parto” (Mateus 24.4-8) e o árduo trabalho da “grande tribulação” (Mateus 24.15-31) serão precedidos pelo som estridente de um testemunho profético que irá preparar a Igreja de maneira adequada e dará suficientes avisos às nações. Tratar a ideia da necessidade do ministério do precursor com resistência e indiferença sugere que Deus não está preocupado o bastante ou que Ele não é competente o bastante para guiar e preparar Seu povo para a maior transição que a Terra já viu acontecer.

Nos dias porvir, veremos uma transformação necessária da natureza do testemunho da Igreja para as nações. A maioria das pregações e ensinos que ouvimos no momento é histórica ou contemporânea, por natureza. Falamos muito do Messias que veio para morrer e conquistar a morte como um sacrifício em paga do pecado (como deveríamos ter, nós mesmos, sofrido). Falamos muito sobre as implicações dessa morte e ressurreição por nossas vidas agora (como deveríamos fazer). E falamos muito pouco sobre o Messias que virá novamente realizar tudo que está em Seu coração (o que é uma omissão custosa). A Igreja primitiva proclamou a cruz e a coroa. Eles eram um povo que apontava uma mão para trás, para o Gólgota e para o túmulo vazio, e usavam a outra mão para apontar para frente, para a vinda do Reino e dos dias tumultuosos que a precederiam. Eles declaravam o que havia acontecido. E eles declaravam o que viria a acontecer. Até que recuperemos esse futurismo apostólico, até que possamos dizer como Paulo que “declaramos todo o conselho de Deus” (Atos 20.27), continuaremos a viver sob as intenções de Deus para nossa geração, quer vivamos para ver os céus se abrirem ou não.

…assim também Cristo foi oferecido em sacrifício uma única vez, para tirar os pecados de muitos; e aparecerá segunda vez, não para tirar o pecado, mas para trazer salvação aos que o aguardam.” Hebreus 9.28

JOÃO, O BATISTA COMO O PRECURSOR MAIS DISTINTO

Essa série de artigos é uma exploração desse ministério essencial por meio de um estudo do caráter de João Batista, o Homem Incandescente.

Umas das razoes principais pelas quais valorizamos a vida de João e seu ensinamento é porque ele é o primeiro modelo de um precursor encarnando a mensagem, o mandato e o estilo de vida como nenhum outro homem na história. Sua vida provocativa e seu ministério breve, porém poderoso é a imagem mais clara e mais trabalhada do chamado de um precursor nas Escrituras.

Ele foi chamado para proclamar a vinda de Jesus a fim de preparar “o caminho” ao “preparar um povo” para a primeira vinda de Jesus. Ele foi um adiantamento de uma graça particularmente poderosa que seria dada a muitos ao final da era, que prepararão as nações para a segunda vinda de Jesus, assim com fez João da primeira vez. Podemos estar certos de que a graça e o poder dados a João são, em si mesmos, uma promessa de graça e poder futuros, para uma hora similarmente transicional da história.

Cada parte desta série é uma consideração do chamado de João como “mensageiro” “enviado” “antes” do Senhor para “preparar o caminho” do Senhor. Minha expectativa e minha oração é que muitos entrem em contato com essas realidades e encontrem seus próprios chamados e mandatos nas Escrituras, ao passo que vão aprendendo sobre João e vão se identificando com sua vida e seu ministério. Meu desejo mais intenso é que muitos possam crescer em confiança de são chamados pelo Senhor ao mesmo mandato de ministério para o qual João serviu de exemplo distinto.

Da mesma maneira que Deus levantou João antes da primeira vinda de Jesus, assim também Deus irá levantar muitos Joãos antes da segunda vinda. João preparou uma nação. Os precursores da geração final irão preparar as nações. Portanto, é minha esperança que aqueles que lerem esses artigos veja claramente e sem dúvidas que o ministério do precursor de forma alguma é exclusivo de João. Em todas as gerações transicionais, por toda a história, temos visto a emergência desse trabalho essencial.

Como Noé, Isaías, Jeremias e João, os precursores se preparam para que possam preparar outros para a transição histórica que irá ocorrer no curso de suas vidas. Observando a forma como João se preparou e como ele preparou os outros irá nos ajudar a compreender como devemos pôr nossos corações nesses dias maravilhosos, enquanto nos aproximamos do retorno do Senhor e do fechamento dessa Era.

Jesus declarou a continuidade do ministério do precursor quando disse: “Como foi nos dias de Noé, assim também será na vinda do Filho do homem.
(Mateus 24.37). E eu me aproprio do que Ele disse para declarar que: “Como foi nos dias de João Batista, assim também será na vinda do Filho do homem.

Aquele que tem ouvidos, ouça!” Mateus 11.15

Continua
Texto original de Dalton Thomas

Traduzido por Christie Vieira Zon

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