Posts Tagged ‘Jesus’

Jesus, O Mestre – Peter Leithart

29 de junho de 2016

Captura de Tela 2016-06-29 às 15.58.35

Se não o único, Reenvisioning Theological Education [Revendo a Educação Teológica, em tradução livre] de Robert Banks, é uma raridade em meio aos estudos sobre educação teológica, pela quantidade de atenção dedicada aos modelos bíblicos de educação e formação. Ao rever a literatura recente com o objetivo de repensar a educação dos seminários, ele observa com frequência que pouca atenção é dada as Escrituras. A Bíblia raramente é tratada como fonte normativa para a formação teológica. Banks sabe que não podemos fazer uma transferência direta dos métodos e modelos bíblicos utilizados por Paulo para os dias de hoje, mas ele argumenta que temos que contar com eles se quisermos chegar a uma visão da educação teológica a partir das Escrituras. Banks não reivindica que “voltemos a Bíblia”. Em vez disso, ainda não estamos envolvidos com ela. Banks exorta-nos a alcançá-la primeiro para que possamos “avançar com a Bíblia” (81)

Banks dedica um capítulo à maneira como Jesus selecionava, ensinava e preparava discípulos para o ministério. Ele compara o modo de treinamento de Jesus ao dos rabinos do primeiro século: “ao contrário dessas figuras [Jesus] não tinha local fixo ou salário… e não citava regularmente a autoridade ou procurava a comunhão com outros mestres… Ele também não encorajava seus discípulos a buscarem outros mestres para que pudessem receber uma educação mais completa. Ele não se apresentava como um intérprete da Lei, mas como a própria pessoa por quem a Lei é interpretada e para quem ela aponta.” (108).

A relação de Jesus com seus discípulos difere das relações mestre-aluno. Os discípulos não eram primeiramente “estudantes”: “A palavra manthanein aparece apenas uma vez, em estreita relação com ensino e, ainda assim, se refere às parábolas.” Eles também não eram servos: “Jesus era um mestre diferente de seus contemporâneos. Se a terminologia “amizade” em vez de servidão remonta a Jesus ou não [acredito que sim. PJL] ela justamente transmite o espírito de sua associação com seus seguidores… Embora não devamos entender isso em termos igualitários contemporâneos, João indica que envolvia mutualidade e amor.” Banks cita o comentário de CG Montefiore, que seguir a Jesus envolvia mais servir do que estudar, serviço aos outros e não a Jesus. Montefiore diz que foi uma “coisa nova” que “não se encaixava” com a abordagem rabínica usual (108-9).

 
Banks também aponta para a “formação holística e comunitária que os discípulos receberam enquanto acompanhavam Jesus. Isso ocorreu, em parte, através de instrução verbal como o Sermão da Montanha e as parábolas…, Em parte através de ações milagrosas de cura e expulsão de demônios, exercer o perdão, bem como sofrer perseguição, e em parte através do comer, beber, e orar juntos.” O ponto central de tudo isso “era preparar e treinar os Doze.” Citando William Lunny, Banks conclui que “Jesus estabeleceu uma série de “sessões de treinamento” e “experiências de imersão” para eles… não era uma preparação dos Doze para missões que estava em primeiro lugar em sua mente, mas o envolvimento dos Doze na missão” (110-11).

Peter Leithart

Tradução & Revisão Base Publishing Team

Arquivo Original

 

 

Anúncios

Está no ar o site da Base: www.ABase.org #ABaseOrg

16 de setembro de 2014

Finalmente, está no ar o site da Base: www.ABase.org

Depois de procurar vários sistemas, fazer vários testes, estamos prontos para colocar a cara na rede. Ainda que incompleto de conteúdo (em breve com videos e novo podcast), temos o suficiente para falar quem somos e o que Deus tem feito em nosso meio.

Captura de Tela 2014-09-16 às 15.02.14
Este é o site da comunidade que tenho pastoreado durante os últimos 7 anos. Eles são minha ‘base’, literalmente. O porto seguro de onde parto e para onde volto. Viver a vida real, todos os dias, com esta comunidade é o melhor remédio para manter os pés no chão, gerar frutos palpáveis, e histórias que o tempo comprovam: não há vida fora da igreja.

Um abraço,

Victor Vieira

ABaseOrg nas redes sociais:

www.facebook.com/ABaseOrg

www.instagram.com/ABaseOrg

www.twitter.com/ABaseOrg

www.youtube.com/ABaseOrg

Só me importa o teu amor, Jesus – Youtube Audio

26 de agosto de 2014

Esta é uma das canções mais simples e sinceras que já escrevi.

As duas estrofes falam de um lugar para onde ainda estou indo, estou nesta rota.

O refrão é a verdade mais sublime, a maior recompensa que alguém possa ter nesta e na outra vida.

Victor Vieira

Espero que te esta musica te ajude a realinhar seu coração com a Eternidade.

Comprar o disco físico

Comprar mp3 no iTunes

Youtube Go Brave Films

Treinamento – Liderando Reuniões de Oração

12 de fevereiro de 2014

Treinamento - Liderando Reuniões de Oração

Treinamento: Liderando Reuniões de Oração

Segunda-feira • 17/02 • 19h

Entrada Franca • traga sua oferta.

Faremos um treinamento para todos os que já estão trabalhando e para os interessados em servir na Sala de Oração.

Conteúdo:

Dinâmicas da Sala de Oração
Modelos de Oração
Logística e Operações

Crescendo em Paixão Por Jesus – Parte 01 – ‘O que é Oração’

7 de fevereiro de 2014

Paxião Por Jesus - Parte 01 ‘O que é Oração’

Todos nós quando nos convertemos fomos ditos que: Temos que ler a Bíblia; Temos que orar. Poucas pessoas foram ensinadas a fazer isto, o que gera uma responsabilidade e uma inviabilidade, e consecutivamente uma culpa eterna. Meu desejo de escrever esta série de artigos é ajudar o cristão normal a ter uma vida exuberante com Deus, com intimidade e relacionamento fluindo de maneira sustentável e duradoura. Não acho justo dizer que todo mundo precisa ter uma vida de oração, melhorar sua vida de leitura na palavra, mas não oferecer recursos que auxiliem a jornada e faça dela uma jornada possível para um crente normal, que trabalha de 8 as 18 de segunda a sexta.

Preparei este quadro acima, infantil sim, porém vai direto ao assunto!

Quadro 01 – Expectativas

Quando separamos um tempo para orar, gostaríamos que fosse sempre “a “melhor vez de todas”, assim como aquela vez que Moises orou e a sarça ardente não se consumia, ou quando ele ordenou ao mar e ele se abriu. Expectativas altas, bons sonhos, bons planos são fundamentais para uma vida bem sucedida em qualquer área, embora a realidade as vezes possa não suprir a expectativa, isso não é motivo para desistir ou negociar.

Quadro 02 – Petições

O senso comum sobre oração é “um momento para pedir coisas a Deus, com a certeza de que tudo vai ser realizado”. Geralmente quando se fala de orar, se entende pedir alguma coisa. As vezes, para alguns, Deus pode se parecer com um Papai Noel, sempre pronto a dar presentes se nos comportarmos direitinho. Orar não é só pedir, embora pedir também é uma forma de orar. Pedir é uma parte muito importante da nossa devoção, com efeitos terapeuticos e com recompensas sobrenaturais. Pedir a Deus é uma atitude que devemos manter e desenvolver, mas não é o único lado da moeda.

Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes em tudo sejam os vossos pedidos conhecidos diante de Deus pela oração e súplica com ações de graças;
e a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus. Filipenses 4:6-7

Outras referências bíblicas sobre como orar: a) Insistentemente – Lucas 11:5-13 b) De forma completa – orar, interceder, adorar – Mateus 6:9-13

orar é encontrar com Deus

orar é encontrar com Deus

Quadro 03 – Frustração

O que leva uma pessoa a se frustrar com sua própria vida de oração não são suas expectativas no mover de Deus, ou em pedidos não atendidos. O que leva a mornidão e ao desânimo em uma vida de oração é o ‘não saber o que fazer’ naquele momento. Muitas vezes oramos toda a nossa lista de pedidos, os pedidos dos nossos amigos que já anotamos, mas só esta parte certamente não gera uma vida de oração sustentável.

Quadro 04 – Desfrutar

Mas então, o que é orar? Como podemos definir o que é orar? A melhor definição sobre oração na minha opinião é bem simples e abrangente: Orar é encontrar com Deus.

Para esclarecer os quadros anteriores, vamos imaginar os nossos relacionamentos. Se nos encontramos com alguém apenas para pedir coisas, nos tornaremos aproveitadores. Existe a máxima de que devemos sempre pedir, pois “o não já temos”. Creio que quando se trata de nós e Deus, não é pedir por que ‘o não já temos’, mas devemos aprender a pedir o que Deus realmente deseja fazer, assim como Jesus, que embora naturalmente não desejasse a cruz, amava fazer a vontade de Deus. Mateus 26:42

E se nós nos encontramos com alguém apenas para pedir coisas para terceiros, como seria esta relação? Complicada e esquisita, não é?

Relacionamentos se constroem no falar e também no ouvir, no interagir e no cooperar, e na profundidade do que se conhece sobre os envolvidos; preferências, opiniões, sentimentos, desejos, sonhos. É assim que se constrói algo sólido e duradouro.

Você deve saber que todo relacionamento que recebe investimento intencional, cresce, floresce e dá frutos. Da mesma forma com os nossos encontros com Deus. Precisamos ser intencionais no nosso tempo com Deus. Investir com todos os recursos que pudermos para levar o nosso relacionamento a novos níveis de profundidade e cumplicidade. Deus sempre quis ter amigos! Imagino Deus e Abraão, quando finalmente deixaram de ser conhecidos para se declararem amigos.

O Apóstolo Paulo queria que seu discípulo Timóteo fosse intencional em seu relacionamento com Deus, e lhe deu as seguintes dicas em 1 Timóteo 2:1: ‘Timóteo, antes de fazer qualquer coisa, faça seus pedidos, suas orações, suas intercessões e adore.’

a) Pedidos/súplicas: mantenha sempre com você um caderno, que vai ser a sua história com Deus. Ali você pode anotar todos os seus pedidos, e com o tempo você pode medir a eficácia das suas orações, conferindo de tempo em tempo as orações respondidas! A lista de oração te mantém focado no que você precisa orar, cobrindo os pedidos mais urgentes, os pedidos frequentes, e sempre atualizando a lista.

O segredo aqui não é pedir por pedir, é aos poucos começar a entender o que é a vontade de Deus e orar de acordo com Sua vontade.

intercessão coletiva

intercessão

b) Intercessão: Esta parte é muito importante, pois todos devemos cooperar com a vontade de Deus na vida uns dos outros. Jó teve sua sorte mudada enquanto orava por seus amigos – Jó 42:10. Em seu caderno, adicione os pedidos de seus amigos, dos amigos dos seus amigos, e de todos que te pedirem oração. A lista de intercessão funciona como a sua lista pessoal, e você também poderá contar testemunhos e observar enquanto Deus se move nas vidas que você está cooperando com Deus.

c) Oração: Este é o investimento, o tempo de qualidade com Jesus. Aqui eu colocaria tudo o que pudermos adicionar como ferramentas que facilitam o nosso encontro com Deus, deixando pra trás as orações de pedidos (pessoais ou intercessão).

Algumas ferramentas que temos usado com sucesso em nossa comunidade são:

– Meditação na palavra (separando pequenas porções das escrituras para ler, escrever, falar, cantar, orar).
– Leituras edificantes no ambiente de oração (leituras que te conectam com o coração de Deus, revelam quem Ele é, o que Ele pensa e sente). Adicionar à leitura os ‘Selah’ (pausas para refletir, concordar, assimilar).
– Arte: Se expressar criativamente no ambiente de oração. (desenhos, pinturas, colagens, etc)
– Escrever: (cartas, reescrever porções bíblicas, diário)
– Cantar: cantar mais do que canções, mas deixar fluir do coração algo que seja seu, novo, real. Não precisa ser afinado nem bonito, basta ser sincero.

desfrutando da presença

desfrutando da presença

d) Adorar: Este é o lugar de descanso separado para o povo de Deus. O lugar onde não precisamos nos esforçar, trabalhar, mas simplesmente desfrutar e contemplar. Muitas pessoas tem dificuldade de desfrutar deste lugar, pois estão presas na mentalidade da recompensa e do merecimento, mas há um lugar preparado para nós simplesmente contemplarmos a beleza da santidade. Onde você simplesmente pode entregar todo o seu amor, demonstrar sua gratidão, expressar sua devoção.

Para desfrutar destes momentos, procure um ambiente que seja favorável, tranquilo, onde você possa ficar o tempo que precisar. Recomendo a dinâmica de pesquisar e estudar as características de Jesus nos evangelhos, em apocalipse, no cântico dos cânticos. Deixe a beleza encher seus olhos, sua mente, sua vida.

Com Paixão por Jesus, Victor Vieira.

Em breve:

Artigo 02 – ‘O que é Interceder’
Artigo 03 ‘O que é Contemplar’

Eu não esperei, e agora? – Escolhi Esperar Responde

28 de novembro de 2013

Filhos de Deus \ Free Download

12 de fevereiro de 2009

Meu parceiro de assuntos bloggueiros Eduardo Mano acabou de disponibilizar em seu novo site a musica que eu disponibilizei pra ele… huehauehuaea

Para ouvir outras musicas: www.myspace.com/victorvieira


imagem-download-filhosdedeus

download Click no banner

/Repetindo/

Filhos de Deus, Levantai é uma parceria minha com Mike Shea. Estavamos no CBA/Londrina depois de algum evento ou coisa assim, e ele estava cantando “Filhos de Deus, levantai  lalalalalala” tocando a base do refrão. Eu sentei do lado dele, peguei outro violão e fiquei acompanhando… dai veio “nos passos de Jesus caminhai, sua glória e seu poder revelai, em todas as nações”

Nos proximos meses vieram as outras partes da melodia e da letra. Essa musica era pra ter entrado nos discos da série A Manifestação dos Filhos de Deus, mas infelizmente não ficou pronta a tempo.

/Letra & Musica/ Victor Vieira & Mike Shea

Filhos de Deus

Toda criação anseia ver
A manifestação do Seu poder
Através dos Seus filhos

Toda criação a esperar
Aqueles que um dia irão cessar
Suas dores de parto

Espirito de Adoção venha sobre nós
Complete em nossos corações a obra de Jesus

Que nos uniu ao Pai por Seu sacrifício
Que fez de todos nós uma grande familia

Somos Seus filhos
À imagem de Jesus

Filhos de Deus, Levantai
Nos passos de Jesus, Caminhai
Sua glória e Seu poder, Revelai
Em todas as nações

Filhos de Deus

O Caminho de Jesus \ Só Existe Um Caminho

15 de abril de 2008

Quando Deus sonhou com a sua grande familia de muitos filhos, e nos predestinou a sermos conforme a imagem do seu filho (Rm 8:29), creio que ele traçou uma reta. Dois pontos, partindo de A e chegando em B. Essa reta eu chamo de caminho: O Caminho de Jesus.

Creio que Deus estabeleceu um padrão em Jesus. Fez dele a referência perfeita, a qual se torna o alvo de vida de todo aquele que o recebe como Senhor.

Olhando para este alvo, Jesus em pessoa, eu vejo uma caracteristica especial em toda a experiência dele aqui na terra, a qual é sempre contrária a de Adão, no Éden. Adão caiu quando seu coração se encheu de Independência e Rebelião. Jesus se tornou o filho em quem o Pai tinha prazer, pois em tudo dependeu e obedeceu.

Mas qual foi o caminho que Jesus percorreu durante sua vida, para que chegasse a ser obediente em tudo, até a morte, fato que foi seu destino?

Eu creio que esse caminho está relatado num dos mais lindos textos bíblicos, e que sempre me emociona:

Filipenses 2

5 – De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus,
6 – Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus,
7 – Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens;
8 – E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.

O Sentimento

Nos tornarmos semelhantes a Jesus, conforme a imagem do Filho de Deus, antes de tudo passa por termos em nós o mesmo sentimento que houve nele. O sentimento que houve nele, contrário o que teve Adão que cogitou ser como Deus (Gn 3:5) , foi de se esvaziar.

Se esvaziar pode ser muito relativo, mas pode ser muito específico quando olhamos sinceramente para dentro de nós, e constatamos o quanto falamos que dependemos do Senhor, e na prática tomamos a maioria das nossas decisões sem consulta-lo.

Imagine só a contradição que vivemos, as vezes que o chamamos de Senhor, e não fazemos o que ele manda (Lc 6:46).

Mas Jesus em seu caminho tinha se esvaziado completamente, e nele não havia sentimento de independência. Precisamos nos esvaziar!

A Decisão

Depois de se esvaziar, Jesus assumiu a forma de servo. Jesus veio para servir (Mt 20:28), e nós precisamos seguir seu exemplo, e nos tornarmos servos. Servo é aquele que possuiu um Senhor do qual se intera de fazer todo seu serviço. Ser servo é perder a identidade própria, até mesmo o nome de nascença. Servir é lavar os pés dos irmãos.

Muitas vezes não conseguimos servir e amar os irmãos e ao Senhor, por que ainda não nos esvaziamos. Se esvaziar agora passa a ser imperativo para aquele que quer ser semelhante a Jesus, pois temos que assumir também a forma de servo.

Humilhação

Parte do processo de sermos semelhantes a Jesus passa por sermos humilhados. Eu sei que essa parte do Evangelho do Reino é negligenciada ‘na cara dura’ em muitos meios cristãos, e substituida pela parte da restituição, da exaltação, das promessas e das bençãos, mas pra Jesus não houve atalho em seu caminho. A linha era reta e não havia outra possibilidade.

Lamento concluir que ninguém amadurece enquanto relaxa em meio as águas tranquilas, mas sim no vale de sombras. Essa é a realidade que todo o filho de Deus irá impreterivelmente passar, no seu caminho de ser semelhante a Jesus.

Enquanto tentamos fugir das mazelas da vida, das angustias e das tristezas, não sabemos que são exatamente elas que irão cooperar com o propósito de Deus em nossas vidas, fazendo de nós finalmente menos egoistas, insensíveis, e automaticamente mais parecidos com Jesus.

Ao prórpio Jesus, sendo o Filho Padrão, foi necessário aprender a obediência pelas coisas que sofreu (Hb5:8). Quanto mais nós, que caminhamos tanto tempo distantes e independentes.

O Homem de Dores (Is 53:3) teria discípulos mais coerentes e lúcidos se Ele fosse apresentado como realmente viveu, e o que Ele precisou viver. Se somos chamados a ser conformes a sua imagem, não tenhamos dúvidas nem medo: esse também será nosso caminho.

A Obediência

Aprender a obediência é uma coisa que exige tudo de nós. Jesus aprendeu a obediência. Nós também vamos precisar aprender. Obediência é contraditório a tudo que vivemos hoje, a tudo que nos cerca, por dentro e por fora. Por fora somos incentivamos da dar o grito de independência cada vez mais cedo, e por dentro ficamos super satisfeitos quando conseguimos isso.

Obedecer não é facil. Nós não nos sujeitamos a palavra escrita, que é Jesus em pessoa, que veio nos revelar o Pai. Não nos sujeitamos ao guia Espirito Santo, mesmo ainda que ele habite em nós. Invariavelmente não nos sujeitamos uns aos outros, pois sempre buscamos nossas prioridades, e variamos conforme as pessoas falam o que nos agrada. Precisamos aprender a obediência de uma vez por todas.

Sei que um erro inocente, ou até mesmo uma dificuldade em fazer o certo é facil de se superar, mas a desobediência a uma ordem explícita é muito dura em seu efeito.

Jesus aprendeu a obedecer, mesmo que essa obediência o levasse a morrer. Nós vamos ser provados em nossa obediência, para que nos tornemos obedientes como Jesus foi. Muitas situações são difíceis de mais para nós, e parece que vamos morrer se realmente levarmos a obediência à Cristo até a última consequência, mas é essa a obediência esperada de nós, como filhos de Deus.

Aprendendo o Caminho

Quando cheguei no ministério Casa de Davi, achei que estaria finalmente sendo colocado no lugar de honra que merecia estar, e que num breve periodo de tempo, todos os meus sonhos finalmente se tornariam realidade.

O que aconteceu na verdade foi que o que havia no meu coração havia sido revelado diante de todos, e esse tal conteúdo interno não era nada bom.

Lembro claramente do Mike olhar nos meus olhos na frente de todos e me dizer que eu não sabia o que era ser Filho de Deus. Aquilo foi chocante pra mim, afinal de contas ser filho de Deus até então era a coisa mais trivial da caminhada cristã. O bom mesmo era ser Profeta, Apostolo, etc. Mas aquelas palavras ficaram batento e voltando em todas as paredes da minha cabeça por longos meses. Eu estava num caminho sem volta e nem mesmo sabia. Deus havia começado em minha vida o mesmo processo que ele fez com Israel, com Paulo, com Jesus. O Processo de aprender o Caminho.

Eu não sabia que ser filho de Deus era o máximo na caminhada Cristã, preciso confessar. Como eu deixei perceber, eu estava muito mais interessado em aprender a pregar bem, a dirigir a adoração bem, a ter bons contatos, e outras coisas onde o centro da minha vida era eu mesmo.

Foi então que eu me deparei com o caminho de Jesus. O Caminho do Filho, de ser feito Filho de Deus. Fiquei chocado ao saber que aquele iria ser o meu destino, caso eu realmente quisesse ser como Jesus. Aquele caminho de Filipenses 2.

Fiquei encorajado, porém quebrantado, ao descobrir que Deus conduziu todo o povo de Israel pelo mesmo caminho que muito depois ele iria conduzir Jesus:

Deuteronômio 8

2 – E te lembrarás de todo o CAMINHO, pelo qual o SENHOR teu Deus te guiou no deserto estes quarenta anos, para te HUMILHAR, e te PROVAR, para saber o que estava no teu coração, se GUARDARIAS os seus mandamentos, ou não.

Deus levou Israel por um Caminho, no qual ele seria humilhado e provado. Isso para ver se no final Israel seria obediente.

É exatamente o mesmo processo de Filipenses 2! É exatamente a história que Ele quer escrever nas nossas vidas.

O caminho do Filho de Deus é uma reta que sai de A e chega em B, sem atalhos e sem variáveis. Nós até tentamos criar os pontos C, D, E, mas isso não passa de justiça própria, auto piedade, e mecanismos de defesa, dos quais lançamos mão para ver se morremos menos. O fim das contas é que sempre vamos dar voltas em circulo no deserto, até nos alinharmos, mesmo que isso dure 40 anos.

Paulo, o respeitavel homem responsável por grande parte dos textos neo testamentários teve o seu processo semelhantemente.

Sei que ele antes de iniciar seu ministério entre os gentios, ficou durante 14 anos no seu Deserto pessoal e literal, na Arabia e na Siria (Gl 1:17-21 e 2:1).

Jesus como todos sabem, antes de iniciar seu ministério foi consuzido pelo Espirito ao Deserto, onde esteve por 40 dias.

Todos sabem a simbologia e a aplicação que podemos fazer em nossas vidas quando entramos no assunto “Deserto”, mas quero realmente me deter no que acontece no caminho que o Espirito nos conduz.

Lembro do Mike também dizer, por incontáveis vezes, que ele só conhecia um Caminho. Isso também nunca vou esquecer. Sei que hoje falo distante apenas alguns passos do início deste caminho, mas estou completamente consumido pela revelação de que essa é a proposta de Deus para aqueles que querem ser Filhos dele (Jo 1:12), e de que não existe outra possibilidade.

Os Primeiros discípulos eram conhecidos como “os do Caminho”.

E agora? Vamos Caminhar?


%d blogueiros gostam disto: