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Uma visão que vale a pena para 2016

5 de janeiro de 2016

Ano passado comecei fazendo isso com o Evangelho de João.
Este ano eu e minha famália estamos lendo Apocalipse juntos.

Recomendo de verdade!

Feliz ano novo,

Victor Vieira

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Todo dezembro eu escolho um livro da Bíblia para estudar no próximo ano. E todo ano eu posto este artigo novamente. Até então, pelos últimos 8 anos, já li Isaías, o Evangelho de João, Apocalipse, I Samuel (incluindo os Salmos que correspondem à vida de Davi), Mateus, Atos e Gênesis.

Focar em um livro por um ano tem sido uma das atividades mais gratificantes de minha vida com Deus. E poucas são as coisas que eu recomendaria outros a fazerem com mais força de convicção.

Neste ano, eu escolhi o livro de Lucas. Eu estou empolgado, porque será a primeira vez que faremos isso como uma família. Tenho 4 filhos. Dois deles não entenderão muito o que está acontecendo, porque eles têm menos de dois anos. Meus filhos mais velhos, entretanto, entenderão. Minha esposa e eu estamos animados para estabelecer um ritmo em nossa casa de permanecer em um livro juntos durante o ano.

Enquanto 2015 transforma-se em 2016, eu gostaria de compartilhar algumas razões pelas quais eu encorajaria qualquer um e todos a adotar a leitura anual focada em um livro bíblico, como alcançar isso e oferecer algumas sugestões práticas que eu achei serem úteis. Se isto soa intimidador, este garoto que abandonou o ensino médio e que odiava ler quer te encorajar a ler minhas sugestões antes que conclua esse esforço não ser para você.

 

DUAS RAZÕES PARA PRATICAR ISSO

  1. Visão de futuro gera um espírito firme — Eu tropeçava e atrapalhava-me por meu caminho tentando achar um método sustentável de estudo bíblico por anos. Foi uma experiência extremamente desanimadora. Eu tinha um espírito que queria estudar a Palavra, mas também uma carne profundamente fraca (Mt. 26:41) que explodia constantemente em meu rosto. Essa colisão interna, juntamente com muitos outros problemas (como minha falta geral de afeição pela Bíblia), persuadia-me consistentemente a desistir da ideia de ser “um homem da Palavra”. Eu ficava em brasas por uns dias depois de escutar uma boa mensagem ou me identificar com um verso só de saber que eu estava condenado por não continuar com meu estudo, enquanto minha paixão instável decaía. Quando eu escolhi dar um ano a um livro, eu descobri que eu estava me cobrando BEM menos e comecei a abraçar a misericórdia e a graça do Evangelho para limpar meu pobre histórico e para me conceder diligência de Espírito trabalhado no presente e no futuro (fraco como fosse). A visão de futuro e o ritmo da maratona me permitiram resistir à tentação de definir-me de acordo com meu histórico pobre por uma semana ou mês ou por um período. Por exemplo, se janeiro for um mês ruim, eu retomo em fevereiro sem condenar-me por ser preguiçoso. O mesmo faço com fevereiro, março, abril e os outros. A visão de 12 meses me permite reduzir e continuar com meu projeto de mudança de vida e concede ao meu fraco coração a gentileza necessária para permanecer firme por meses e anos, enquanto eu semeio tempo e energia na Palavra. Com um grande alvo de um ano, eu me vi mais misericordioso com meus maus hábitos de estudo dia após dia, o que, por sua vez, criou intensidade espiritual que agora me leva à Palavra. Por ter feito uma rotina anual por mais ou menos 8 anos, EU SEI que eu tenho um espírito mais firme do que eu tinha há 8 anos. Além disso, estou absolutamente convencido de que se eu fosse de livro em livro, tema em tema, baseado no que eu sentia em tal semana, eu estaria tropeçando por aí como há 8 anos. Visão de futuro gera espírito firme, porque assim você tem o tempo, o cuidado e a necessidade que precisa para obter profundidade autêntica na Palavra. Sem visão de futuro, nós tropeçamos e falhamos. Um ritmo de maratona nos estáveis pelos altos e baixos.
  2. Foco no futuro gera profundidade – Minha experiência da maioria das pregações e dos ensinamentos que eu ouvia na igreja após minha conversão foi de que as mensagens eram bem gerais e superficiais. Isto é, geralmente, o homem no púlpito tinha pouco a falar sobre um monte de coisas (às vezes, o homem era eu). Na medida em que eu me engajava no ministério e permanecia perto de líderes, descobri que havia um problema real: eu e aqueles à minha volta estávamos tragicamente rasos na Palavra — mesmo que nós tivéssemos opiniões dogmáticas sobre quase tudo que existe embaixo do sol. Ninguém perto de mim (incluindo a mim mesmo) parecia ter qualquer história pessoal na Bíblia. Tudo o que tínhamos eram como rumores, informações que havíamos recebido da pregação ou ensinamento de alguma pessoa e regurgitávamos. Em algum lugar do caminho, eu percebi que eu não podia escutar 20 áudios de sermões por mês e nunca ler a Bíblia. Percebi que eu não podia obter realidade e história pessoais em Deus ouvindo outras pessoas falarem sobre Ele; e também que eu não poderia mais sobreviver espiritualmente estudando versos da Bíblia que foram separados de seus contextos gerais do livro a que pertencem. Eu sabia que se eu não fosse consciente e intencional em semear tempo e energia no estudo bíblico e em contemplação, a profundidade espiritual autêntica seria um sonho inalcançável. Agora passei a ver e entender que esse tipo de foco intencional não é possível sem visão de futuro. Leva tempo cavar a mina para encontrar ouro. Quanto mais profundidade você quiser, mais tempo e energia serão requeridos. Focar apenas em um livro por períodos longos deu-me tanta confiança de que EU POSSO obter profundidade autêntica em Deus. Eu sei que posso. Eu sinto isso. É evidente. Livros como Isaías, João e Apocalipse estão tão profundamente cravados em minha mente e coração e eu tenho sido mudado permanentemente por eles. Posso fechar meus olhos e ver os temas desses livros sem esforço algum e de tal forma posso também articular a mensagem principal das diferentes seções do livro e do livro como um todo. Não quero dizer: “veja como sou legal”, mas, sim: “como uma pessoa de 30 anos que não se formou no ensino médio, que detestava estudar a Bíblia e que nunca teve educação teológica formal, agora eu sei o caminho para buscar profundidade na Palavra — e ele é para todos que o querem”. O caminho é visão de futuro. É a diferença entre recortes de grama conhecidos e ouro. Eu não quero o recorte da grama, que é apenas o superficial. Eu quero cavar as profundidades da Palavra para encontrar o ouro da revelação de Deus. E isso leva tempo e foco.

 

 

HABILITADORES

Aqui estão alguns avisos sobre um estudo anual de um livro da Bíblia:

  1. Quando o ano acaba, você não para realmente de estudar o livro que começou. Eu descobri que, na verdade, eu semeei mais tempo nos livros que eu estudei no passado após o fim do ano, simplesmente porque eu não me sinto intimidado por eles mais. Sei como lidar com eles. Esses livros são meus amigos para vida toda agora; amigos por quem permanecerei me apaixonando e que continuarei conhecendo em níveis mais profundos. O ano é apenas para te introduzir a eles.
  2. Eu me relembro constantemente de que, primordialmente, o cronograma existe como uma trajetória e não como uma check list. Por exemplo, suponhamos que eu leia/estude meu livro do ano por 2 ou 3 dias em 25 semanas. Vejo isso como sendo profundamente bem sucedido. Eis o porquê: eu estudei um livro 25 semanas a mais do que eu o faria se eu não tivesse uma programação para fazer em todas as 52 semanas! Mesmo que você pegue no livro em 10 semanas de 52, ainda assim são 10 a mais do que você faria se não tivesse estabelecido você mesmo para fazer em um ano. O ponto é este: a trajetória é MUITO mais importante do que completar o cronograma. O caminho é o que determina a qualidade de sua vida — não o cronograma. Tenha 52 semanas como objetivo e resista à tentação de condenar-se quando você não atingir todas as 52 semanas. Qualquer coisa mais do que nada é sucesso. Até um sucesso de 5% servirá sua vida interior por anos e décadas, porque, na graça de Deus, os 5% podem e provavelmente irão crescer para 50% e 75%. Minha experiência é de que eu cresço em diligência a todo ano que eu escolho um livro novo, não porque eu tento com mais afinco, mas porque eu vejo o valor de praticar isso e confiar no processo.
  3. Eu sou bem flexível com meu ano e resisto deliberadamente à tentação de ser rígido com aquele único livro. No decorrer do ano em que eu estudava Apocalipse, eu deixei esse livro na espera por 4 ou 5 meses para dedicar tempo a Romanos e Gálatas, porque o Senhor estava enfatizando assuntos ali. Eu respondi à liderança do Espírito Santo e voltei a Apocalipse quando eu senti que a retenção em Romanos havia acabado. Nenhuma vergonha. Apenas ganhos. Eu fui consistente em me molhar de um pouco de Apocalipse durante o ano, mas não em cavar suas profundidades. E está tudo bem com isso. Ao fim do dia, esse molhar consistente do livro do ano misturado com a mudança de focos para livros e temas iluminados pelo Espírito Santo é o que importa. O ponto é crescer na Palavra, e não manter um cronograma. O cronograma está ali para te servir, e não o contrário.
  4. Discutir minha jornada no livro do ano com amigos em uma frequência consistente tem sido de valor imensurável para mim. É como soprar brasas quentes. Ajunte alguns amigos e apenas discuta sobre a Bíblia. Isso é uma das coisas mais edificantes que você pode fazer. Fale sobre o que você está estudando. Comunidade é indispensável para ir mais fundo na Palavra. Se há 4 amigos para marcar um café por uma hora a cada duas semanas enquanto todos vocês estudam livros diferentes, juntar-se para partilhar o pão é uma das coisas que mais mudarão sua vida. Poucas coisas terão impacto tão duradouro e significante e valor de longa duração quanto isso. Cuidem da Palavra juntos. Eu amo quando um cara que está do outro lado da mesa está apaixonado por Filipenses quando eu estou em I Samuel. Nós compartilhamos o que vemos de Jesus, de nós mesmos e da vida por essas lentes, e vamos para casa com corações tão ferventes que nenhumas águas poderiam esfriar.
  5. Não importa que livro você escolha… E realmente importa o livro que você escolher. Toda Escritura é inspirada por Deus e indescritivelmente valiosa. Alguns escritos, entretanto, são mais apropriados do que outros em diferentes momentos para pessoas diferentes para fins de estudos profundos. Escolha livros que te digam bastante sobre os atributos e emoções de Deus. Alguns o fazem mais do que outros. Eu escolhi Isaías por conta do retrato messiânico contido no livro. Ele é mais cristológico do que os Evangelhos em muitos sentidos. Eu fui para Isaías em busca de (1) o retrato de Jesus e (2) relações de Deus com Israel ao fim da era. Eu escolhi João porque ele me levou ao Jesus Deus-homem. Eu vi como Jesus viveu, orou, chorou, riu, morreu e ressuscitou. Eu escolhi Apocalipse porque ele é o livro mais cristológico da Bíblia, sem dúvida alguma. Em nenhum outro lugar encontramos um retrato mais heterogêneo e diversificado de Jesus. Eu escolhi I Samuel e os Salmos porque eu sabia que Davi me levaria à “beleza do Senhor” e me ensinaria a “contemplar” e no que contemplar enquanto eu estudava a liderança de Deus sobre toda sua vida. Eu escolhi Mateus porque ele está estruturado em volta da pregação pública de Jesus. Eu quero que meu coração se conecte com Jesus, o profeta; o que Ele ensina e o que Ele prega. Livros como Rute, Obadias e Naum são inspirados, preciosos e de grande valor para mim, mas eles não estão no topo da lista dos que eu quero estudar profundamente por um ano. Vejo alguns livros como afluentes e outros como rios. Por exemplo: Isaías é um rio — Amós é um afluente. Um rio é profundo e grande e flui, enquanto um afluente é um ramo dele; é parte do rio, mas não tem sua profundidade e grandeza. João é um rio — II João é um afluente. Apocalipse é um rio — Judas é um afluente. Romanos é um rio — Filemom é um afluente. Beba de todos eles. Apenas seja intencional em gastar a maior parte do tempo nos lugares mais importantes.

 

CINCO METAS PRÁTICAS COM AS QUAIS TENTO ME ALINHAR SEMANALMENTE

  1. Leia pelo menos um capítulo do livro diariamente. Neste ano, enquanto eu estudo o livro de Lucas, meu plano é ler um capítulo por dia. São 24 os capítulos, o que significa que eu terminarei o livro em 24 dias, me dando um espaço de alguns dias para me movimentar. Se você fizer um livro como o de Mateus e fizer um capítulo por dia, você o lerá uma vez por mês, um capítulo por dia. Se assim você seguir, isso significa que você lerá Mateus 12 vezes em 2016, o que é suficiente para tê-lo guardado verdadeiramente em seu coração e mente. O propósito em ler um capítulo por dia é de 4 dobras: (1) eu quero me familiarizar com o livro — familiaridade destrói intimidação; (2) eu quero criar um hábito de leitura da Palavra baseado em valor todos os dias; (3) eu quero tirar o tempo que preciso pensando e lendo e orando ao mesmo tempo por entre os livros, ao invés de apenas ler sem reter o texto; (4) eu quero memorizar o livro de uma forma geral — eu posso não ser capaz de citar algo do livro, mas eu vou saber os tópicos e o maior conteúdo de cada capítulo de cor. Se eu for preso um dia e não tiver acesso à Bíblia, eu quero fechar os meus olhos e visualizar cada capítulo por dentro de minhas pálpebras. Aliás, eu não retenho informações facilmente. Eu preciso de repetição.
  2. Estude o livro de forma contextual e exegética. Eis como eu faço isso. Eu procuro no Google “comentário sobre o Evangelho de Mateus” (ou de qualquer livro que eu esteja estudando) e baixo todos os gratuitos que encontro. Eu abro todos até as primeiras páginas, em que é delineada a ideia geral do livro. Se eu pudesse te dar qualquer conselho prático, seria este: VALORIZE ESBOÇOS! Eu leio, escrevo, comparo e estudo esboços bem antes de começar a estudar livros. Descobri que um bom esboço de um livro libera tanto sobre o livro e remove a “neblina” de confusão e intimidação que ali paira quando o estudamos. Eu me lembro de que Zacarias foi o primeiro livro por qual fui atrás em estudo agressivo e deliberado. Eu comprei um livro de comentários sobre ele e comecei a estudar o primeiro versículo. Não terminei o primeiro capítulo antes de desistir, algumas semanas depois dali. Se você sabe como um livro é estruturado e você conhece as partes e seções principais, você pode começar a memorizá-lo e, então, trazer uma quantidade de claridade contextual considerável com você ao livro. Todos nós ficaríamos confusos se começássemos a ver um filme no meio da história. Se não sabemos como ela começou, nós não conectaremos o meio ou o fim. Eu compro e baixo comentários por seus esboços ou resumos, geralmente. Eu tenho centenas de documentos em meu notebook em que eu esboço ou resumo um livro, uma seção, um capítulo, um versículo ou uma frase. Eu estou muito convencido: se você decidir fazer isso com todo livro, capítulo, passagem e frase que estuda, as coisas irão bem com você em sua busca a longo prazo de profundidade na Palavra.
  3. Digite/escreva durante o processo. Eu creio que notebooks são presentes de Deus para esta geração de estudantes da Bíblia. Eu leio e escrevo em meu computador constantemente. E antes eu tinha cadernos. Escrever o que estou estudando me ajuda a aprender. Se não escrevo, não penso, e se não penso, não aprendo. O aprender é precedido de pensar, e o pensar precisa ser provocado. Descobri que escrever/digitar é uma das formas mais (se não a maior) efetivas de provocar pensamento. Acredito que o princípio aqui é de que você não aprenderá se, primeiramente, você não aprender a aprender. Deixa-me explicar. Lembro-me de pensar comigo mesmo em um dia: “sou péssimo em estudo da Bíblia. Como irei aprenderei a Bíblia? Quem dera alguém me ensinasse!”. Isso, então, me fez pensar que se eu não tivesse alguém para chegar a mim e me ensinar, eu poderia fazer assim: “e se eu estruturasse minha vida de estudo como se eu fosse ensinar o que estou estudando?”. Minha lógica era de que se eu me aproximasse do livro, capítulo ou passagem como se eu fosse ensinar aquele conteúdo, eu perguntaria as perguntas corretas e pensaria os pensamentos corretos. Ao final, eu aprenderia do meu próprio processo de aprendizado para ensinar. Este estilo de estudo me fez começar a perguntar “o que isso significa?”, quando eu me deparasse com um livro ou passagem, ao invés de perguntar “o que isso significa para mim?” (que é como a maioria das pessoas estuda a Bíblia). Isso me fez pensar objetivamente e não subjetivamente. É importante dizer que nunca foi minha intenção real ensinar o que eu estudava. Eu apenas sabia que aprenderia se eu fosse ensinado. Então, eu ensinei a Palavra a mim mesmo esboçando livros, passagens e versículos, perguntando o que eles significavam, enquanto eu escrevia esboços e pensamentos que eu comecei a pensar quando eu achava que já pensava o que o autor pensou. Meu computador está cheio de milhares de documentos de notas essencialmente para ensino de livros, capítulos e passagens. As pessoas vão ver por volta de 1% deles. A maioria de meus escritos é para MIM. O ponto a ser levado em conta é este: provoque a si mesmo a pensar. Às vezes, a melhor forma de fazer isso é colocar a si mesmo sob a pressão de ensinar. Finja que vai ensinar o que for estudar. Você pode nunca precisar ensinar, mas você terá um coração que queima. Assim, se você for chamado a pregar, nunca te faltará conteúdo.
  4. Ore/diga/cante as Escrituras ao Senhor repetidamente, todos os dias. Até então, eu direcionei a necessidade de estudar o contexto fazendo esboços e estudando em acordo com a intenção do autor do livro. Agora quero falar um pouco sobre como e quando ocorre desvio do contexto do cenário principal e estudo exegético para entrar em comunhão com Deus através do que em minha mente é oração contemplativa. A maioria das pessoas faz um ou outro. Ou estudam tudo ou focam cegamente em um verso ou dois para considerar. Precisamos fazer ambos. Estudo esboços para que quando eu me depare com um versículo, eu esteja intelectualmente familiar com o contexto e significado dele. Isso, então, me capacita a engajar com Deus em oração, adoração e contemplação. Sinto que em uma caminhada de 15-30 minutos é quando isso acontece para mim. Levo um versículo e falo com o Senhor sobre ele em oração repetidamente, enquanto faço perguntas sobre ele também. Eu canto o verso, repito, penso sobre ele e permaneço em silêncio. Não me torno rígido acerca de como faço isso; apenas faço. Levanto-me e vou caminhar. Enquanto ando, converso com o Senhor. Não falo sobre minhas necessidades, frustrações ou minhas alegrias, mas sobre Ele. ESTA tem sido a disciplina primordial que tem determinado a qualidade de minha vida durante todos os momentos. Não importam as circunstâncias, eu PRECISO de tempo para caminhar e falar com o Senhor. Estudo exegético da Bíblia não é suficiente. Eu PRECISO estar em comunhão com Ele. Acredito que a comunhão com Deus é mais aproveitável e sustentável quando está centrada em frases baseadas na Bíblia. Eu pegarei uma passagem como a de Mateus 3:17, quando o Pai falou sobre Jesus: “este é meu filho amado, em quem me comprazo”, e conversarei com o Senhor sobre como eu sou seu filho amado e como Ele sente prazer em mim. Eu cito referências cruzadas e peço ao Espírito Santo que apresse essas realidades e encha meu coração com conhecimento experimental acerca disso tudo. Busque ser mais do que um estudante e um homem trabalhador que é aprovado. Busque ser um apaixonado. Tenha um coração que queima. É tudo o que importa.
  5. Jejue consistentemente. A relação entre fome por comida e fome pela Palavra é impressionante. Quando eu me vejo sem apetite pela Palavra, eu decido jejuar. Jejum joga fora os suportes de confortos falsos e nos realinha com nossa necessidade de maná fresco da Palavra. Se você está sem fome da Palavra, decida jejuar, mesmo que você falhe e quebre o jejum. Lembre-se: o importante não é a check list ou o cumprimento, mas o processo de transformação de colocar Jesus como foco de contemplação, com intencionalidade e reverência por sua Palavra. O próprio Jesus disse que “não só de pão vive o homem, mas de toda Palavra que procede da boca de Deus”. Muitas pessoas jejuam por rupturas circunstanciais. Eu te encorajaria a jejuar por rupturas espirituais e emocionais como norma e por circunstâncias como exceção. O jejum abre nosso coração para receber mais de Deus mais rapidamente e a um nível mais profundo. Jejuar é comum ao cristianismo do Novo Testamento.

Junte-se a mim em 2016 em um estudo de um livro da Bíblia.

Traduzido Por Julia França

Crescendo em Paixão Por Jesus – Parte 01 – ‘O que é Oração’

7 de fevereiro de 2014

Paxião Por Jesus - Parte 01 ‘O que é Oração’

Todos nós quando nos convertemos fomos ditos que: Temos que ler a Bíblia; Temos que orar. Poucas pessoas foram ensinadas a fazer isto, o que gera uma responsabilidade e uma inviabilidade, e consecutivamente uma culpa eterna. Meu desejo de escrever esta série de artigos é ajudar o cristão normal a ter uma vida exuberante com Deus, com intimidade e relacionamento fluindo de maneira sustentável e duradoura. Não acho justo dizer que todo mundo precisa ter uma vida de oração, melhorar sua vida de leitura na palavra, mas não oferecer recursos que auxiliem a jornada e faça dela uma jornada possível para um crente normal, que trabalha de 8 as 18 de segunda a sexta.

Preparei este quadro acima, infantil sim, porém vai direto ao assunto!

Quadro 01 – Expectativas

Quando separamos um tempo para orar, gostaríamos que fosse sempre “a “melhor vez de todas”, assim como aquela vez que Moises orou e a sarça ardente não se consumia, ou quando ele ordenou ao mar e ele se abriu. Expectativas altas, bons sonhos, bons planos são fundamentais para uma vida bem sucedida em qualquer área, embora a realidade as vezes possa não suprir a expectativa, isso não é motivo para desistir ou negociar.

Quadro 02 – Petições

O senso comum sobre oração é “um momento para pedir coisas a Deus, com a certeza de que tudo vai ser realizado”. Geralmente quando se fala de orar, se entende pedir alguma coisa. As vezes, para alguns, Deus pode se parecer com um Papai Noel, sempre pronto a dar presentes se nos comportarmos direitinho. Orar não é só pedir, embora pedir também é uma forma de orar. Pedir é uma parte muito importante da nossa devoção, com efeitos terapeuticos e com recompensas sobrenaturais. Pedir a Deus é uma atitude que devemos manter e desenvolver, mas não é o único lado da moeda.

Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes em tudo sejam os vossos pedidos conhecidos diante de Deus pela oração e súplica com ações de graças;
e a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus. Filipenses 4:6-7

Outras referências bíblicas sobre como orar: a) Insistentemente – Lucas 11:5-13 b) De forma completa – orar, interceder, adorar – Mateus 6:9-13

orar é encontrar com Deus

orar é encontrar com Deus

Quadro 03 – Frustração

O que leva uma pessoa a se frustrar com sua própria vida de oração não são suas expectativas no mover de Deus, ou em pedidos não atendidos. O que leva a mornidão e ao desânimo em uma vida de oração é o ‘não saber o que fazer’ naquele momento. Muitas vezes oramos toda a nossa lista de pedidos, os pedidos dos nossos amigos que já anotamos, mas só esta parte certamente não gera uma vida de oração sustentável.

Quadro 04 – Desfrutar

Mas então, o que é orar? Como podemos definir o que é orar? A melhor definição sobre oração na minha opinião é bem simples e abrangente: Orar é encontrar com Deus.

Para esclarecer os quadros anteriores, vamos imaginar os nossos relacionamentos. Se nos encontramos com alguém apenas para pedir coisas, nos tornaremos aproveitadores. Existe a máxima de que devemos sempre pedir, pois “o não já temos”. Creio que quando se trata de nós e Deus, não é pedir por que ‘o não já temos’, mas devemos aprender a pedir o que Deus realmente deseja fazer, assim como Jesus, que embora naturalmente não desejasse a cruz, amava fazer a vontade de Deus. Mateus 26:42

E se nós nos encontramos com alguém apenas para pedir coisas para terceiros, como seria esta relação? Complicada e esquisita, não é?

Relacionamentos se constroem no falar e também no ouvir, no interagir e no cooperar, e na profundidade do que se conhece sobre os envolvidos; preferências, opiniões, sentimentos, desejos, sonhos. É assim que se constrói algo sólido e duradouro.

Você deve saber que todo relacionamento que recebe investimento intencional, cresce, floresce e dá frutos. Da mesma forma com os nossos encontros com Deus. Precisamos ser intencionais no nosso tempo com Deus. Investir com todos os recursos que pudermos para levar o nosso relacionamento a novos níveis de profundidade e cumplicidade. Deus sempre quis ter amigos! Imagino Deus e Abraão, quando finalmente deixaram de ser conhecidos para se declararem amigos.

O Apóstolo Paulo queria que seu discípulo Timóteo fosse intencional em seu relacionamento com Deus, e lhe deu as seguintes dicas em 1 Timóteo 2:1: ‘Timóteo, antes de fazer qualquer coisa, faça seus pedidos, suas orações, suas intercessões e adore.’

a) Pedidos/súplicas: mantenha sempre com você um caderno, que vai ser a sua história com Deus. Ali você pode anotar todos os seus pedidos, e com o tempo você pode medir a eficácia das suas orações, conferindo de tempo em tempo as orações respondidas! A lista de oração te mantém focado no que você precisa orar, cobrindo os pedidos mais urgentes, os pedidos frequentes, e sempre atualizando a lista.

O segredo aqui não é pedir por pedir, é aos poucos começar a entender o que é a vontade de Deus e orar de acordo com Sua vontade.

intercessão coletiva

intercessão

b) Intercessão: Esta parte é muito importante, pois todos devemos cooperar com a vontade de Deus na vida uns dos outros. Jó teve sua sorte mudada enquanto orava por seus amigos – Jó 42:10. Em seu caderno, adicione os pedidos de seus amigos, dos amigos dos seus amigos, e de todos que te pedirem oração. A lista de intercessão funciona como a sua lista pessoal, e você também poderá contar testemunhos e observar enquanto Deus se move nas vidas que você está cooperando com Deus.

c) Oração: Este é o investimento, o tempo de qualidade com Jesus. Aqui eu colocaria tudo o que pudermos adicionar como ferramentas que facilitam o nosso encontro com Deus, deixando pra trás as orações de pedidos (pessoais ou intercessão).

Algumas ferramentas que temos usado com sucesso em nossa comunidade são:

– Meditação na palavra (separando pequenas porções das escrituras para ler, escrever, falar, cantar, orar).
– Leituras edificantes no ambiente de oração (leituras que te conectam com o coração de Deus, revelam quem Ele é, o que Ele pensa e sente). Adicionar à leitura os ‘Selah’ (pausas para refletir, concordar, assimilar).
– Arte: Se expressar criativamente no ambiente de oração. (desenhos, pinturas, colagens, etc)
– Escrever: (cartas, reescrever porções bíblicas, diário)
– Cantar: cantar mais do que canções, mas deixar fluir do coração algo que seja seu, novo, real. Não precisa ser afinado nem bonito, basta ser sincero.

desfrutando da presença

desfrutando da presença

d) Adorar: Este é o lugar de descanso separado para o povo de Deus. O lugar onde não precisamos nos esforçar, trabalhar, mas simplesmente desfrutar e contemplar. Muitas pessoas tem dificuldade de desfrutar deste lugar, pois estão presas na mentalidade da recompensa e do merecimento, mas há um lugar preparado para nós simplesmente contemplarmos a beleza da santidade. Onde você simplesmente pode entregar todo o seu amor, demonstrar sua gratidão, expressar sua devoção.

Para desfrutar destes momentos, procure um ambiente que seja favorável, tranquilo, onde você possa ficar o tempo que precisar. Recomendo a dinâmica de pesquisar e estudar as características de Jesus nos evangelhos, em apocalipse, no cântico dos cânticos. Deixe a beleza encher seus olhos, sua mente, sua vida.

Com Paixão por Jesus, Victor Vieira.

Em breve:

Artigo 02 – ‘O que é Interceder’
Artigo 03 ‘O que é Contemplar’


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